Há quem diga que saí na melhor altura de Portugal, uma vez que agora todos os temas de conversa andam em torno da crise e o português gosta de dizer, como em jeito de desculpa não sei bem do quê, "lá fora é que é!". No entanto amigos, a crise não é só em Portugal, faz-se sentir por todo o lado... o que acho é que a crise é abordada de diferentes formas em cada país, não só pelas pessoas mas também pela classe política.
Durante os primeiros dias ainda ligava a RTP para ver o telejornal, mas a quantidade de noticias sobre a crise deprime qualquer um. Já para não falar em ter que ouvir o Sócrates... e oposição é só pelos partidos que falam... falam... mas nem pensar em ter um papel de governação, pois isso já é muito complicado. A Ferroleite o melhor é nem falar, pois quando fala também não diz muito.
Mas eu na verdade não "saí" de Portugal. Saí para ajudar o país e já agora para me ajudar a mim também, quem bem preciso! :)
Continuo ligado a uma empresa portuguesa, que verdade seja dita, tem tido a ousadia de lutar contra a corrente. Quando a tedência é despedir e fechar portas, esta continua a crescer e a lançar spin-offs. Continuo a receber o ordenado e a pagar impostos em Portugal, assim o Sócrates pode sacar uns tostões para ele.
Quando acharmos que estamos a dizer vezes sem conta "está tudo mal", a reclamar de tudo e todos, vamos lá fazer o exercício ao contrário e pensar... "se fosse eu o que poderia fazer para mudar as coisas!" Foi o que fiz e vim parar a UK. Temos que ser mais optimistas e menos comodistas.