terça-feira, 31 de março de 2009
E assim foi.
Lá os dias são mais compridos, mais solarengos, as ruas mais abertas, as pessoas mais familiares, não me contive em sorrir quando na rua alguém chamou pelo meu nome. Os jardins são mais verdes, e os espaços mais agradáveis, os bebés são bem menos, e as grávidas muito poucas, mas as conversas são as mesmas que deixamos, as pessoas pensam no mesmo em que pensavam, e fazem o mesmo que faziam. Os lugares não mudaram, a aparência de luxos também não, as vaidades, as fofocas e as intrigas estão lá todas no mesmo lugar. E o stress, mesmo de férias, sentimos o stress que é viver em Portugal, os telemóveis a mais, os carros sempre nervosos e agitados, as pessoas nem sempre simpáticas, as palavras nem sempre agradáveis. E os eternos queixumes, um país de queixosos e de queixinhas, mas o meu país. Um país onde se come bem, mas come-se demais, um país onde todos fizeram questão de nos receber, onde nos sentimos extremamente requisitados, fosse para um café, para uma conversa telefónica, para um almoço, para uma jantarada, enfim... requisitados para matar saudades.
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